O Ministério Público do Paraná denunciou um estagiário de Pitanga após ele supostamente usar informações internas para oferecer a própria mãe, advogada, à defesa de um investigado por violência doméstica, em troca do pagamento das mensalidades de uma academia
Um ex-residente técnico vinculado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) foi denunciado criminalmente após ser acusado de utilizar informações internas da Promotoria de Justiça de Pitanga, região central do Estado, para tentar intermediar a contratação de uma advogada em favor de um investigado por violência doméstica.
Segundo apurado pelo Ministério Público, o então estagiário teria entrado em contato com o homem investigado e mencionado que o caso havia sido encaminhado à promotoria em que atuava. Na conversa, ele teria informado que sua mãe, que é advogada, poderia assumir a defesa do processo.
Em troca do acompanhamento jurídico, a proposta apresentada envolveria a liberação de acesso gratuito a uma academia pertencente ao investigado. A abordagem, conforme a denúncia, teria ocorrido de forma particular e sem qualquer vínculo institucional.
A situação veio à tona após a vítima de violência doméstica ter acesso ao conteúdo das mensagens trocadas. O aparelho celular utilizado na conversa permaneceu com ela após o término do relacionamento, o que possibilitou a identificação do contato e posterior encaminhamento do material ao Ministério Público.
Após tomar conhecimento dos fatos, o MP-PR informou que adotou medidas administrativas imediatas e desligou o residente técnico. Paralelamente, foi oferecida denúncia criminal contra ele.
De acordo com o órgão, os fatos foram enquadrados, em tese, nos crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e fraude processual. O Ministério Público também informou que, diante da gravidade da conduta atribuída e do local em que os fatos teriam ocorrido, não foi proposta medida de acordo de não persecução penal.
As identidades dos envolvidos permanecem preservadas. Até o momento, não há confirmação pública sobre eventual contratação dos serviços jurídicos mencionados na conversa.
O caso segue em tramitação perante a Justiça.
Fonte: MP/PR