Em uma trajetória pouco conhecida, Alberto Santos Dumont, renomado pioneiro da aviação brasileira, realizou uma jornada memorável que o levou a Guarapuava a cavalo. Em maio de 1916, dez anos após o histórico voo do 14-Bis, o inventor atravessou cerca de 300 km pela mata densa e estradas precárias do Paraná ao longo de seis dias.
A viagem, que teve início em Foz do Iguaçu, não estava relacionada à aviação, mas sim a uma causa ambiental: Santos Dumont buscava persuadir o governo do Paraná a proteger as famosas Cataratas do Iguaçu, defendendo a preservação desse importante patrimônio natural.
A passagem por Guarapuava faz parte dessa rota singular do inventor, que também é lembrado pelo desenvolvimento do dirigível e do avião leve Demoiselle. Este episódio destaca um lado menos divulgado de Santos Dumont, valorizando o papel da cidade de Guarapuava nesse contexto histórico.
Ao relembrar essa história, Guarapuava celebra sua conexão com um dos maiores nomes da ciência brasileira, evidenciando o comprometimento com a cultura e a preservação ambiental local e regional.